segunda-feira, 16 de maio de 2011

Resumo do capítulo "A Língua Portuguesa no Mundo" do livro "A Língua Portuguesa no Mundo"

ELIA, Sílvio. A língua portuguesa no mundo. In:____. A língua portuguesa no mundo. São Paulo: Ática, 1989.


Nesse capítulo, Elia (1989) aborda como se situa a língua portuguesa nos diversos países e locais em que é falada. Ele denomina os falantes da língua portuguesa como lusofalantes e de Lusitânia os locais onde ela é falada. Segundo o autor, há cinco faces para a Lusitânia atual, que são denominadas como Lusitânia Antiga, Lusitânia Nova, Lusitânia Novíssima, Lusitânia Perdida e Lusitânia Dispersa.
A Lusitânia Antiga abrange Portugal, Madeira e Açores. E o país responsável por difundir a Língua Portuguesa para o mundo foi Portugal, durante a colonização. Os portugueses povoaram os locais descobertos, levaram costumes, práticas agrícolas, cultura e principalmente a língua portuguesa. Portugal foi responsável também por criar uma riquíssima obra literária e artística apreciada atualmente no mundo todo.
A Lusitânia Nova abrange só o Brasil, país para o qual a língua portuguesa foi transplantada. No início da colonização portuguesa no Brasil, havia diversas tribos indígenas, e cada uma com uma língua própria. Entre essas diversas línguas, a que sobressaía era a língua tupi-guarani, que possuía pouca variação linguística entre as tribos. Inicialmente no Brasil colônia, o português se fundiu com o tupi, ocorrendo duas variações importantes, que passaram a ser denominadas línguas gerais, uma delas era a língua geral do Sul ou paulista, e a outra era a língua geral do Norte, ou Amazônica, mais usada pelos jesuítas na catequização dos índios.
Nesse período, também houve uma mistura das línguas africanas, que eram faladas pelos escravos, com o português dos colonizadores brasileiros. Com o passar dos anos, essa mistura linguística ficou restrita aos rituais religiosos da cultura africana no Brasil. No decorrer do tempo, essas línguas gerais foram sendo substituídas pelo português padrão e, com isso, a língua portuguesa passou a ser a oficial do Brasil.
A Lusitânia Novíssima envolve as cinco nações africanas colonizadas por Portugal: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Elia (1989) explica que Angola foi o país que mais forneceu escravos para o Brasil e, devido a isso, é o local que possui mais ligações culturais, históricas e raciais com o Brasil. Em Angola, a língua portuguesa é a falada oficialmente, mas tem uma peculiaridade. O português é falado mais na zona urbana, enquanto no interior são faladas as línguas nativas.
Moçambique tem também como língua oficial o português e foi uma das colônias de Portugal. Lá o português caminha junto com as línguas nativas e também com o inglês. Devido a esses fatores, o português não é considerado uma língua nacional.
Guiné-Bissau não foi uma colônia de exploração ou povoamento, como Angola e Moçambique, em Guiné os portugueses iam comercializar alguns produtos e depois iam embora do país. Com isso, criou-se uma multiplicidade de línguas, que dura até os dias atuais, havendo diversas línguas nativas, todas ágrafas. Devido à necessidade de comunicação entre a população do país, criou-se o que pode ser denominado como um intercâmbio linguístico. O ponto a favor da língua portuguesa, nesse contexto atual, é que ela é a única língua escrita no país.
Cabo Verde não foi uma colônia de exploração, isso em razão de o solo ser pouco fértil, mantendo-se a colônia deserta até que Portugal resolveu povoá-la, introduzindo escravos da costa africana. Durante a colonização, foram para lá escravos de diversas etnias, que criaram um linguajar próprio, o crioulo, usado para mera comunicação entre eles. Apesar disso, a língua oficial é o português.
São Tomé e Príncipe se tornaram colônias de Portugal na segunda metade do século XV e possuíam solo fértil, tornando-se independentes em 1975. A língua oficial é o português, mas lá a população fala alguns outros dialetos, sendo um deles o crioulo.
No final do capítulo, Elia (1989) trata da Lusitânia Perdida e da Lusitânia Dispersa. A primeira é relativa aos países que falavam a língua portuguesa e, ao longo dos anos, foram perdendo o costume de usá-la, como na Índia, Macau e Timor. A segunda se refere aos portugueses que emigram para outro país, levando, além da língua natal, a cultura e as tradições portuguesas.

Andressa de Fátima Ferreira
Fabiana Rodrigues
Jessé Guimarães
Rosimari Sabino

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