sexta-feira, 27 de maio de 2011

Resumo do capítulo " A Construção de Sentido no Texto: Coesão e Coerência" do livro "O Texto e a Construção dos Sentidos"

KOCH, Ingedore Villaça. A construção de sentidos no texto: coesão e coerência. In:___. O texto e a construção dos sentidos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 1998. Parte I, p. 35-45.



            A coesão e a coerência são qualidades essenciais de um texto. Enquanto esta diz respeito à relação lógica que se estabelece entre as ideias de um texto, aquela se refere à relação estabelecida entre palavras, frases e parágrafos, por meio de conectivos (preposições, conjunções, advérbios etc.). Sendo assim, esses atributos são imprescindíveis para produção de um texto harmonioso. Por outro lado, é indispensável que o texto “faça” sentido para o leitor, a fim de que se configure como tal.
            Koch (1998) considera que a coesão e a coerência, mais do que atributos fundamentais do texto, desempenham um papel decisivo para a construção de sentidos a partir dele. Ressalta a importância desses elementos para produção de significados.
            Na introdução do capítulo, a autora salienta que, apesar da dificuldade de estabelecer uma distinção nítida entre coesão e coerência, trata-se de fenômenos amplamente diferentes. Em seguida, a partir do subtítulo “A coesão textual”, ela apresenta a definição desse termo segundo Marcuschi e afirma que esse fenômeno ocorre em duas modalidades: remissão e sequenciação.
            Koch (1998) alega que a coesão por remissão funciona, ora pela reativação de referentes, ora por sinalização textual. A primeira consiste na retomada de informações por meio da referenciação anafórica (para trás) ou catafórica (para frente). Ela salienta o papel desempenhado por elementos gramaticais, tais como pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos, artigos definidos, numerais, entre outros, na produção desse tipo de coesão. Por outro lado, a sinalização textual ocorre por meio de indicações de posição, dispostas no próprio corpo textual, que conduzem o leitor a outro lugar do texto. É importante ressaltar que, para cada um desses casos, a autora apresenta uma diversidade de exemplos.
            No segundo subtítulo, intitulado “A coerência”, Koch (1998), ao definir esse fenômeno, salienta a relevância dos aspectos exteriores ao texto e da interação dos interlocutores para produção desse efeito, pois afirma que “(...) a coerência não está no texto (…) [mas] ela deve ser construída a partir dele (…)”. (KOCH, 1998, p. 41). Em “Zonas de intersecção”, a autora reforça a necessidade de efetuar cálculos dos possíveis sentidos expressos pelos elementos presentes no texto. Ela afirma que, ao fazer isso, eliminam-se as fronteiras que distinguem a coesão da coerência e, por fim, analisa alguns casos em que essa imbricação ocorre.
            Considera-se que as ponderações de Koch (1998) contribuem qualitativamente para o desenvolvimento da prática textual. Visto que a coerência e a coesão são atributos inalienáveis do texto, sob o risco de comprometer totalmente o sentido, faz-se necessária uma séria reflexão sobre o assunto, a fim de que se possam produzir textos coesos, coerentes e, acima de tudo, significativos.

 Alessandra Veloso
Ebe Cruz
Suziane dos Santos
 Vânia Silvério

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