segunda-feira, 16 de maio de 2011

Resenha do livro "Técnicas de Comunicação Escrita"


BLIKSTEIN, Izidoro.  Técnicas de comunicação escrita.  5. ed.  São Paulo: Ática, 1987.



De acordo com Blikstein (1987, p.16), “Escrever bem é uma questão de sobrevivência”. Considerando essa citação, pode-se afirmar que para haver uma eficaz comunicação é necessário que o texto seja escrito de forma objetiva, se é possível transmitir a ideia, logo haverá resposta por parte do receptor. Logo, julga-se necessário evitar erros de gramática, mas não se deve limitar-se apenas a isso. E é sobre esse assunto que Blikstein irá discorrer no seu livro. A partir da história de um gerente apressado que deixa um bilhete para a nova secretária de sua agência que, por sua vez, entende o bilhete de forma diferente à ideia de seu chefe, o autor do livro explica, de forma organizada, os tropeços cometidos pelo gerente e os segredos para corrigir esses males.
É interessante observar a construção dos capítulos do livro para esclarecer o leitor da história do gerente apressado. Blikstein ensina que as técnicas de comunicação escrita são aplicáveis ao dia a dia, a fim de trazer melhorarias no trabalho, em casa e em qualquer lugar onde se faz o uso da comunicação.
Mostrar ao leitor exemplos comuns do cotidiano fortalece a argumentação, por se tratar de situações corriqueiras. Logo, Blikstein utiliza-se da história do gerente para ilustrar grande parte dos capítulos do livro. Pode-se notar que o escritor sempre cita fatos da história para garantir que existe uma linha de raciocínio presente no seu livro. Dessa forma, verifica-se que existe relação lógica entre as ideias do autor, chamada de coerência. Apesar de Blikstein não apresentar uma discussão sobre a coerência, algo de suma importância em um texto, o autor utiliza-se de outros artifícios que ajudam o leitor entender que um texto sem coerência direcionará em tropeços cometidos pelo gerente, personagem da história introdutória do livro.
O exemplo do bilhete foi bem citado para mostrar que é necessário passar todas as mensagens com clareza e objetividade, tudo aquilo que se tem em mente para que se possam obter respostas certas ligadas à mesma linha de raciocínio entre mensagem e resposta. Essa é uma situação que qualquer indivíduo está sujeito a passar, em que se pode perceber que cada detalhe da comunicação escrita faz toda diferença para o bom entendimento do leitor.
Quando se escreve uma mensagem, é de extrema importância a preocupação com o destinatário, devendo-se perguntar se as informações constantes da mensagem são suficientes para a compreensão do leitor. Ou seja, se existe um conhecimento prévio a respeito do assunto, evitar sobrecarregar o leitor com informações complicadas, difíceis de serem entendidas. É importante também utilizar um modo simples de escrever, bem como empregar gentilezas para que a leitura se torne atraente, fazendo uma revisão para ter certeza de que todas as informações estão no papel e, consequentemente, as respostas serão satisfatórias. Não se pode ter certeza de que a resposta será realmente a esperada, entretanto, a mensagem terá mais chance de ser eficaz se o remetente souber com quem ele está falando.
Tendo por base que a comunicação escrita quase sempre necessita de outra pessoa para receber a informação vinda do remetente, é válido ressaltar que quem escreve escreve para alguém, e esse alguém, não necessariamente, precisa adivinhar o que o outro quer dizer ao usar a comunicação escrita. A comunicação escrita utilizada hoje, em sua maioria, tem o objetivo de alcançar um maior número de pessoas. Por isso, é preciso que, na comunicação escrita, aquele que escreve deve se preocupar em como expressar uma ideia para que não haja má interpretação daquilo que foi redigido. Cabeças diferentes geralmente pensam coisas diferentes, por essa lógica ninguém tem obrigação de adivinhar o que o outro quer comunicar.
Dessa forma, conclui-se que Blikstein discorre sobre os segredos de  uma escrita eficaz e ressalta a importância de como escrever de forma concisa para que não haja desordem em sua decodificação; aguça a preocupação que se deve ter em relação a quem e como se escreve, lembrando sempre que as ideias de um nem sempre são parecidas com a do outro, e quem se utiliza da comunicação escrita deve manter o foco no assunto, evitando se comunicar entrelinhas e conservar a objetividade, para que haja coerência naquilo que se quer transmitir.

Jacyara Sheyla dos Santos Martins Xavier
Kennedy Ramalho Fontes
Suellen Cristina de Faria Deco

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