segunda-feira, 16 de maio de 2011

Resumo do livro "Linguagem e Persuassão"

CITELLI, Adilson. Linguagem e persuasão. 15. ed. São Paulo, 2001.

      Nesse livro, Citelli lança algumas ideias para a melhor compreensão das técnicas utilizadas para o convencimento, ou seja, o ato de persuadir. É a partir dessas técnicas que o livro tem seu conteúdo desenvolvido.
      A revista americana Newsweek tem como slogan: “aquela que não persuade”, citada como exemplo por Citelli, deixa nítida a ideia de um meio de comunicação confiável, uma revista em que seus leitores podem acreditar. A partir desse ponto, são ressaltados pelo autor graus de persuasão, o exemplo acima é identificado como uma “persuasão mascarada”.
      Em sua obra, Citelli faz referências a Aristóteles (384-322 a.C.) e, através de suas teorias, o autor deduz que a retórica não é a persuasão, ou ainda, a retórica pode revelar como se faz a persuasão. Portanto, entende-se como retórica a técnica da persuasão. Uma ciência que busca ensinar como se empregam os argumentos.
      O autor menciona, como estratégia retórica, algumas figuras frequentemente utilizadas. Entre as figuras abordadas, ele cita a metonímia, que é a utilização de um termo no lugar de outro. Exemplo: Ouvi Roberto Carlos (entende-se como ouvi a música de Roberto Carlos).
      No capítulo três, Signo e Persuasão, o autor aborda esse tema, mostrando que a construção de um discurso persuasivo passa por uma organização dos signos linguísticos e é da inter-relação dos signos que se produz um texto.
      Ele também cita Saussure. Este afirma que todo signo possui duas faces: o significante e o significado, distinguindo-os desta forma: o significante é a imagem acústica, sua realidade material. Já o significado é o aspecto imaterial, conceito que remete a uma determinada representação mental evocada pelo significante. Pode-se, a partir daí, conceituar que significante e significado são constituídos de uma mesma base, a significação, portanto, a significação é produto final da relação entre significado e significante.
      O autor afirma de forma objetiva que o signo é sempre arbitrário e que não há relação direta entre significante e significado. O que rege essas relações é a convencionalidade.
      Com base em Emile Benveniste, Citelli diz que a relação entre palavras e coisas não está apenas determinada pela arbitrariedade, mas também pela necessidade. Pode-se então deduzir que as circunstâncias históricas, no mundo, ao longo de seus processos de desenvolvimento, foram criando necessidades de dar nomes aos objetos, e a arbitrariedade estaria em um segundo momento.
      No capítulo 4 sobre Modalidades Discursivas, Citelli procura demonstrar que ocorrem diversos tipos de discurso. Ele explica isso através do conceito apresentado por Eni Orlandi em seu livro A Linguagem e seu funcionamento. Neste livro, Orlandi diz que o discurso é organizado principalmente por três formas: o discurso lúdico, polêmico e autoritário.
      O discurso lúdico é aquele que menos tenta convencer o leitor, é o discurso usado para que se possam apresentar diversas formas de interpretação, ou seja, cada um teria a liberdade de analisá-lo da forma que achasse mais aceitável. Já o discurso polêmico é usado para o convencimento e para causar divergências, utilizado principalmente em debates, discussões, artigos etc. Nele ainda ocorre uma abertura para que quem estiver participando de uma discussão, por exemplo, apresente o argumento próprio. O outro tipo de discurso é o autoritário, totalmente impositivo, usado para dominar e para quem o escute obedeça. Através deste discurso, um dos interlocutores não fornece a mínima chance de argumentação para quem ele é dirigido.
      No capítulo 5, sobre Textos Persuasivos, o autor faz análises de alguns textos que podem ajudar a entender melhor as relações apontadas anteriormente.
      Nesse capítulo é feita uma alusão à persuasão apontada na publicidade, no discurso religioso, no discurso do livro didático, na literatura e no discurso dos justiceiros.
      Na publicidade, é impossível abrir mão desse artifício. Talvez seja a única ferramenta de trabalho dos profissionais dessa área que a usam sem a menor objeção para atingir o objetivo que é o de “simplesmente” vender o seu produto. Não existe outro meio. Isso se faz às vezes de maneira sutil ou agressiva.
      No discurso religioso, a persuasão é usada por muitos de uma maneira leve, por outros ela é quase imposta. O autor diz que nesse tipo de discurso muitas vezes impera o autoritarismo, que o seu enunciador – Deus não pode ser questionado, porque segundo a nossa cultura, Deus não se questiona. Ele está acima de todas as coisas.
      No discurso do livro didático, em que a proposta do mesmo é ensinar, a persuasão é facilmente atingida quando o autor aborda assuntos que mais se aproximam da realidade. Alguns autores fantasiam muito, chegam a ser utópicos.
      Na literatura, quando se quer convencer, o autor usa a persuasão ao construir seus personagens, e faz isso de uma maneira que leva o leitor a se identificar com eles ou não.
      Na fala dos justiceiros, que se dá nos textos jornalísticos sensacionalistas, seus autores identificam o público alvo, buscam sempre o mesmo assunto tais como esporte, policial para persuadirem.
      E por último, o autor ressalta a possibilidade de um discurso não persuasivo. A persuasão remete à ideia de achar que muitas vezes é sinônimo de coerção ou mentira. É inegável que muitas vezes ela se dá de forma negativa. Portanto, é preciso discernimento para aproveitar o que a persuasão traz de positivo.

Andressa de Fátima Ferreira
Fabiana Rodrigues
Jessé Guimarães
Rosimari Sabino

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